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É tudo verdade. Coutinho e cinema Iraniano.

abril 1, 2009

moscou21

 

 

 

O Festival É Tudo Verdade vai começar.

Infelizmente esse ano não poderei ir. Me dói principalmente por que lá estará o novo documentário de Eduardo Coutinho, que entre tantos realizou o Edifício Master (tem na locadora tá?). E entre tantos, Edificio Master não é meu preferido, mas é o preferido de muita gente, já que foi muito copiado.

Após Edificio Master o documentarista lançou seu documentário sobre o sertão. Gente, não lembro o nome do filme, mas o incrível foi que pela segunda vez (depois de Glauber Rocha) eu conheci de perto o que é ser um sertanejo. A realeza da cinematografia é sentida quando o espectador, frente a tela, reconhece e se reconhece na imagem em movimento. Eu me reconheci no sertão um pedaço do que sou vivendo no Brasil. Mas vou guardar um post para esse filme quando descobrir o nome dele, ok?

Voltando ao Coutinho, ao Tudo É Verdade e ao Cinema Iraniano:

coutinhoO ultimo longa de Coutinho, intitulado “Moscou”, fala de do ensaio de um grupo de teatro mineiro. O interessante, além do texto da peça ser “Três Irmãs”, de Tchecov, é durante o longa muitas vezes o espectador não sabe o que é encenação, e o que é “verdade”.

Vindo da premissa que aqui, tudo é verdade, há como confundir o espectador que se propõe a ir ao cinema sem a pré-leitura da sinopse da programação. E quando o espectador é questionado sobre qual “verdade” acreditar, temos aí outra grande função da sétima arte: o papel social de fazer um ser pensante usar seu cérebro por uma causa nobre: ele mesmo. E para o diretor? O que faz do diretor, que brinca de Deus, manipular uma situação para seu cliente (ou seja, a pessoa que vai ver o filme) experimentando o poder da câmera na mão?  Um dia vou perguntar isso para ele.

makhmalbaf2Quando estava na escola de cinema, assisti o “Salve o Cinema”( Mohsen Makhmalbaf, 1995). Um filme iraniano que mostra a seleção de atores para um filme. O longa tem duas locações: A área externa de um ginásio com milhões( mesmo!) de pessoas no aglomero para fazer o teste e a parte interna do ginásio, com o diretor do filme e mais algumas pessoas fazendo o teste emque pessoas atuam para a seleção. É estonteante. É desafiador tentar desvendar o segredo do filme.

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 Eu ainda não vi o “Moscou”, mas espero ansiosa para fazer uma resenha sobre esses dois filme, pois impugnar a fina linha entre ficção e documentário, e discutir a relação do cinema e a realidade desperta em mim um novo prazer em ir a sala de cinema.

 

www.etudoverdade.com

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JECE VALADÃO!

agosto 26, 2008

Estava eu acompanhando a programação de cinema e notei que o ator Jece Valadão está em cartaz em dois filmes! Ulalá!

Jece participou da bela época do cinema nacional, fez diversos filmes como Eu matei Lúcio Flávio, A Idade da Terra (Glauber Rocha!), Filhos do Carnaval ( Série ótima da HBO, ai que saudades! ), Tieta do Agreste (o filmes) e a novela que era pra ser boa e não foi : Bang Bang.

Jece foi o estereotipo do cafajeste. Virou evangélico fez um documentário sobre sua própria vida e conheceu as pessoas mais legais do audiovisual brasileiro. Bem bom. Pena ter morrido…Acho que esses personagens são substituídos na nossa dramaturgia, espero que venham outros.

 

Em cartaz estão:


Encarnação do Demônio – 2008
Brasil / 98 min / 16 anos / Terror / Português
Direção: José Mojica.
Elenco: José Mojica, Débora Muniz e Jece Valadão.
O lendário Zé do Caixão volta a assombrar as telas. De volta às ruas de São Paulo, ele está à procura de uma mulher superior que possa gerar seu filho perfeito e, por onde passa, deixa um rastro de sangue.

Sala 7:
Terça, quarta e quinta-feira (26, 27 e 28) às 19h40 – 21h40. Iguatemy.

 

A Idade da Terra- 1980
Brasil / 140 min / Ficção / Português
Direção: Glauber Rocha.
Elenco: Jece Valadão, Antônio Pitanga, Tarcísio Meira, Geraldo Del Rey.
O filme mostra um Cristo-Pescador, um Cristo-Negro, mostra o Cristo que é o conquistador português e o Cristo Guerreiro-Ogum de Lampião. Quer dizer, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o Cristo no Terceiro Mundo, recontando o mito através dos quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João, cuja identidade é revelada no filme quase como se fosse um Terceiro Testamento. A sessão faz parte do Terças Glauberianas, que até setembro exibe filmes do diretor brasileiro.

Terça-feira (26/8) às 18h30.- Fundação Cultural Badesc
Cineclube Aliança Francesa –De Grátix!